Um filme se passa lentamente
Nele existem umas nuvens cobrindo uma lua vermelha
Uma brisa fria e sonolenta
Sinto isso em minha nuca e me teletransporto.
Uma marca que nunca cicatriza persiste em doer as vezes, quase sempre
Um cego sendo guiado pelo barulho que escuro faz
Gozo fraco em esporradas rápidas e melancólicas
Desespero em saber que o chão visivelmente cai.
Uma escada nos leva ao infinito, a um labirinto infinito
Nos perdemos na fome por um sorriso, mas eles não existem mais
Nós morreremos de fome.
Tenho fome.
Linhas se fazem desesperadas em meu corpo
Sangue escorre suave feito lágrima e como lágrimas, secam.
- Voe pássaro feio, levante o bico sujo e abra essas asas cheias de merda!
Sinto a loucura chegando, e a corrente continua presa as minhas patas.
Estou enlouquecendo, não se assustem ao me ver voar.
: )
Nenhum comentário:
Postar um comentário