De repente, me dei conta e vi o
buraco em que tinha caído.
Me surpreendi ao calcular meu tempo
de vida dentro dele,
Surpreso em estar vivo, pois o
buraco continua escuro e profundo, sem fim, eterno desespero,
um eterno “espero por alguém.”
Espero por alguém ?
Por alguém.
“ Um pescoço e uma corda
Um braço e uma lâmina
Uma cabeça e um tiro
Uma boca, vários comprimidos
Um ser humano e seu coração.”
O buraco continua aberto.
Alvares Relomut
Nenhum comentário:
Postar um comentário